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sábado, 31 de agosto de 2013

Pico Grossglockner; Áustria - 5 a.m


Pico Grossglockner; Austria.
Ainda está escuro aqui e Brian dorme profundamente ao meu lado. Seu lado possessivo, aflorado até mesmo durante o sono, não o deixa se afastar de mim; sua mão está entre minhas coxas, quente. 
Trazer-me para essa Porta do Paraíso (como me aventurei a chamar mentalmente essa visão linda) foi uma surpresa inexplicavelmente perfeita. Brian me conhece bem, sabe meus gostos e desgostos, sabe como me porto exatamente em cada situação, então foi fácil para ele armar tal 'cilada'. Sabia que viríamos para um lugar frio, e que passaríamos algum tempo em um lugar aconchegante. Mesmo sabendo disso, meu doce Malfoy conseguiu me surpreender intensamente (além de quase me matar de curiosidade): manteve-me longe no Check-in no aeroporto para que eu não visse o destino, vendou meus olhos no carro para que não visse o caminho final. Ao fim, surpresa: o paraíso é me dado de presente.
Certas pessoas dizem que se envolver amorosamente com seu melhor amigo é vantajoso: ele conhece seus atos, seu passado, suas feridas e suas alegrias. Sabe o que gosta, o que deixa de gostar e o que te faz gostar. Sabe exatamente o que te machuca e evita tais coisas. Agora posso dizer que isso é real. Brian tem sido o motivo de meu sorriso e sei que tenho sido o dele também. Até dormindo ele sorri! É uma cena doce, confesso... Eu me distraio com ele ao meu lado, assim.
O melhor de tudo é que ele acerta em tudo. Esse lugar é perfeito, com pouca gente ao redor e a neve a cair é uma inspiração e tanto para qualquer coisa. Brian sabe da minha paixão por lareiras e até nisso ele pensou. Quando penso (ou tento pensar) em quantos anos nos conhecemos, me perco, mas sei que tem muito tempo por causa desses detalhes. A graça é que nessa viagem conheci a rápida metamorfose do frio ao calor, sendo sempre feita em questão de segundos. Posso dizer que no frio, fui bem aquecida pelo fogo, pelo vinho, pelos braços de Brian e por esse sentimento suave que está nascendo, despertando tão sutilmente quanto o nascer do sol. Me sinto ansiosa para ver o sol nascer, mas me sinto tão radiante quanto ele.
Ainda temos uma semana inteira aqui, mas já sinto aquela estranha sensação de não querer ir embora. Não sei se é a Austria ou se é Brian. Só sei que estou finalmente em casa. 

sexta-feira, 30 de agosto de 2013


Uma batalha interna tomava Cristina enquanto estava sentada na cama ao lado de Brian, arrumada para o trabalho mas sem a mínima vontade de sair dali. A sombra de possessividade de Brian era clara quando ele tentava buscar com seus braços fortes o corpo que já não estava mais deitado ao lado dele. Visivelmente irritado por aquilo, acabava por se encolher nas cobertas. Isso tudo banhado numa doçura inexplicável. Era isso que a fazia querer ficar, mesmo com a palavra dever pressionando seus sentidos. Cristina não gostava de comer pela manhã, mas fez questão de deixar uma bandeja no criado-mudo para ele quando acordasse. Uma caneca térmica com chocolate quente, pães frescos com queijo derretido e um cacho de uvas. Para dar um ar de mimo e um toque romântico e carinhoso, pegou uma rosa do jardim e colocou sobre a bandeja, acima de um bilhete.




Amor, você tem noção do quanto você é lindo ao dormir? Se surpreenderia ao saber que fiquei te olhando por horas sem conseguir me levantar. A vontade que eu tenho é de ficar aqui, mas o trabalho me chama. Lá, eu sei que a saudade vai apertar de novo, eu vou querer ouvir sua voz, sentir seu toque, seu corpo quente, me apoderar do seu beijo de novo, te massagear no banho e finalmente dormir de novo enroscada no seu corpo nu, meu mais novo vício e mais intenso desejo. Eu sinceramente espero que o dia passe rápido, bem rápido, para que eu possa te ter de novo. Fique bem aquecido, coma e quando comer as uvas, lembre-se do meu beijo que te aguarda com a mesma doçura.
PS: Já estou com saudades, meu, meu lindo.

Tua Cristina.♥
 

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