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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Destiny



Costumava-se dizer que tudo era relativo e anormal; todas as grandes mudanças entoadas por um único ser que escolhe simplesmente o destino e o seu significado. O que pode ser o destino, o fabuloso destino, senão o toque de duas cordas aleatórias de um violão, tornando-se a partir disso um som que pode ser agradável ou destrutivo? Pode ser o simples balançar dos cabelos de uma jovem menina ao dançar ao ritmo do vento, unindo-se a ele em beleza e graça antes de simplesmente cansar-se e lançar-se ao chão de terra, grama e paz. O que pode ser o destino, senão a graça de um simples caminho bifurcado, a confusão de uma indecisão e por fim de um presente ao fim do trajeto. 
Aprendi, em meio a algumas loucas performances da dança constante da vida, a entender tais decisões e, acima de tudo, a fechar os olhos e ir, deixando as ondas do mar me levarem para onde for. Ao fim sempre há um doce presente a ser compartilhado. Há sempre uma mágica a ser conjurada, uma cor nova a ser descoberta. E se o fim de meu caminho tiver como destino um sorriso, um par de olhos iluminados cruzando os meus, que tenha um arco-íris ao meu redor e me mostre, enfim, que nada será destruído.
Amém. 
 

© 2009Unfinished Songs | by TNB