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domingo, 15 de junho de 2014

Dear diary...


          Já fui princesa de uma brincadeira de faz-de-conta; já fui rainha de um reino que não era meu. Plebeia sempre fui: corpo semi-feminino, traços estranhos até mesmo no oculto, gestos bruscos. Aquela mania louca e livre de andar com os pés no chão (apesar das ordens e ameaças de fortíssimas cólicas de minha mãe, que, para minha não-sorte, sempre se cumpriam) e o voar insano de uma gaivota presa num simples balanço inapropriado para minhas curvas.
          Mania de plebeu também sempre tive. Não há controle sobre mim ao sentir o delicioso desejo de me sentar sobre minha própria perna dobrada sobre a cadeira. Não tenho horas, nem versos, nem rimas e ainda ouso gritar para os quatro ventos que sou poeta(enquanto danço por eles e bagunço ainda mais meus cabelos despenteados). E que poeta! Pelo menos me vejo assim quando paro por um instante e revejo o quanto já sangrei em nome das palavras. Loucura? Sim. Mas loucura também é coisa de plebe. 
         Não tenho modos, eis a verdade. Misturo idiomas numa única frase. Uso palavras chulas (com o perdão de meu velho Pai e de meu péssimo bom senso) para designar maravilhas. Tomo o caldo do prato como se não fosse pecado (e é tão pecado quanto bater portas por tanta felicidade). E falando em pecado, nunca o temi. Religiosa, nem sei se já fui. Já fui budista, umbandista, evangélica, agnóstica, ateia, bruxa e católica. Já me disse até kemetista por simples estudo de seus deuses, um exagero de minha parte, eu diria. Já confiei em santos, em mim, em ninguém, em almas e até mesmo em lendas. Já andei sozinha, com Deus, com um livro de orações em uma língua que odeio e com histórias de velhos guerreiros elementais.
          Hoje tenho um anjo da guarda (de carne e osso) que me ensinou novas histórias e me protegeu com anjos, arcanjos, alguns demônios, quatro cavaleiros e alguns seres místicos, exóticos e históricos. Todos parte de minha loucura.
          Loucura essa que me fez condessa, iluminada em um quarto escuro e incapaz de fazer meu próprio eu descansar de sua insanidade.



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Feliz dia dos namorados. ♥


Imagine me and you, I do!



“Sem você tudo é vazio, nada tem graça. Com você parece festa de São João. Sem você levo a vida meio na raça. Com você eu tenho o mundo em minhas mãos.” Clichê, brega e cafona, eu sei. Mas foi a primeira coisa que veio em mente ao te ver dormir hoje mais cedo; ao te ver levantar a cabeça com os olhos vermelhos de sono e me agarrar, só por não querer que eu saia de perto. Pode parecer bobo, mas é exatamente isso que me faz feliz: poder viver as coisas mais simples ao seu lado.  Podem chamar de pouco, e realmente é, mas essa é a minha felicidade mais intensa, mais completa.
Analisando o ultimo ano de forma escrotamente escrota (e putz, eu nunca pensei em escrever essa palavra em uma carta de amor, mas... sou eu. Imprevisível.), eu pude perceber que esses últimos 7 meses e lá-se-vai-dias foram realmente surpreendentes e imprevisíveis. Quando eu ia me imaginar ao seu lado, sendo feliz como sou e morando com você? Quando eu ia pensar que nos braços de um crianção maluco, viciado em jogos, que só defende a merda dos orientais e que só tem amigo doido, eu iria encontrar a minha felicidade mais plena, a minha coragem, a minha força, o meu prazer e o meu amor? Resposta: NUNCA.
Se quer uma resposta do por que a minha ficha cai de repente, tá ai. É essa espontaneidade que o nosso relacionamento tem. Por mais que levemos a sério e que seja sério, ele tem esse ar de brincadeira, como bolhas de sabão. É isso que o deixa tão bonito. É isso que as pessoas admiram e é isso que eu quero ter pela minha vida inteira. Alguém que me tire do chão, alguém que me faça realmente criança enquanto me cobro ser uma adulta o tempo inteiro. Alguém que só está em você.
Enfim. Chegou um momento muito crítico na minha vida. Você é o único maluco pra quem eu não consigo escrever. Nenhuma das mil cartas de amor (idiotas, eu diria) que eu já escrevi na vida, para conhecidos ou não, nenhuma letra delas serviria. Me vem milhões de músicas na cabeça (E claro, a maior parte da Celine) e nenhuma se encaixa perfeitamente. Nem sua querida Always Be Your Girl, nem a minha amada The Colour Of My Love. Nada se encaixa ao que eu quero dizer e isso me atormenta o juízo.
Aliás, meu juízo está atormentado por não te dar o que eu realmente queria de dia dos namorados. Eu não consigo escrever uma carta decente pra você. Eu, que sempre fui boa em palavras, não consigo escrever pra você. Você me faz perder elas. Eu queria te comprar algo decente, mas fazendo burradas acabei gastando o dinheiro todo. Também ficarei em falta disso. Não posso te levar pra jantar, nem fazer algo realmente especial. Mas espero que seja o suficiente você me ter ao seu lado, vestindo roupa de casa, te agarrando no corredor, falando sacanagem o tempo inteiro e te beijando o tempo todo. Isso, mais do que qualquer coisa, demonstra o quanto eu te amo, já que em qualquer lugar que eu poderia estar, eu realmente escolhi o melhor: a minha casa. Os seus braços.
Ps: Acho que vou te tirar do castigo. Eu quero fazer amor com você. (Aliás, quando eu não quero, né?) Eu quero fazer amor com você, te dar todo o prazer do mundo e depois dormir abraçada a você. É o meu paraíso pessoal. Espero que entenda.
Eu te amo, peste. Feliz nosso primeiro dia dos namorados juntos.

                Do seu Pequeno Rouxinol. 

domingo, 8 de junho de 2014

Considerações de uma noite temperamental

A vida é um jogo de curvas desconexas, onde não se sabe se está perdendo ou ganhando. É o fazer sem saber se é isso ou não. É um desafio sem saber o prêmio ou o fim. É uma noite em claro, com mil e uma pessoas ao redor e ainda assim é só. São todas as cores do arco-íris mistas em um único buraco negro. É um bom gole de vinho depois da ressaca. (...)

 

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