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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Cidadã do Le Monde

Não é estranho pra mim pensar que sempre gostei das grandes coisas: sempre amei balanços porque podiam me fazer voar em sua simplicidade, sempre amei o mar e sua imensidão e fiz dele meu confidente, meu doce jardim das águas salgadas (e Copacabana que o diga!); sempre amei andar pelo Centro do Rio depois de tê-lo conhecido, o suficiente para sair escondida do colégio com uma amiga (Lisa, thanks, always and forever ) e ir apenas andar por lá; sempre tive uma incrível atração por castelos e museus são o meu lar.
Essa mania de grandeza, em mim, surgiu muito nova. Me perguntaram uma vez o que eu queria ser quando crescesse. Perguntei então à minha mãe: Mãe, quem manda no presidente? Alguém sabe como se explica a uma criança de 6 anos o trabalho do judiciário de fiscalizar e do executivo de criar as regras e normas? Acho que não. Então obtive como resposta: Ah, Stefanie, são os juízes. E então obtiveram a resposta de mim: Então quero ser juíza da Marinha! Sismei com isso até bem tarde, querendo entrar para o Colégio Militar e o caramba. Continuei nesse ritmo até 2008, quando comecei realmente a fazer coisas grandes. Com apenas 13 anos, saía as 7:30 de casa, caminhava até o colégio, chegando às 8hrs, largava às 12hrs, comia no colégio mesmo e pegava um ônibus tendo como destino o Méier. 2 horas de trajeto no ônibus, mais uma caminhada de 20 minutos e mais estudo: havia ganhado um preparatório do meu primo-padrinho. Era complicado, infeliz e muito desgastante, mas o que não é quando se busca um sonho? Muitas vezes minha mãe perguntou se eu queria desistir e a resposta era sempre a mesma: Não. Consegui passar para o Colégio Militar? Também não. É claro que fiquei arrasada, mas adquiri um novo sonho: Entrar na EFOMM, sair como 2º tenente da Marinha e com formação de Bacharel em Ciências Náuticas. Entrei na FAETEC, onde conheci alguns dos meus melhores amigos e meu amigo/amor/amante/protetor/suporte/sonho e no meio do caminho vi que essa história toda de EFOMM não daria certo. O Brasil e o mar eram pouco pra mim. E eu, sempre apaixonada por política e pelo mundo, decidi virar diplomata depois de ler num jornal as funções dessa profissão. E finalmente achei meu lugar. Larguei o técnico de informática da FAETEC, terminei meu ensino médio e passei: Universidade Castelo Branco - História, Universidade Estadual do Rio de Janeiro - História, Universidade Federal Fluminense - Arquivologia e, finalmente, UniverCidade - Relações Internacionais. Deus! Lembro até hoje do quanto chorei quando consegui. No primeiro dia de aula sequer acreditava. Era um sonho do qual só consegui acordar na primeira prova. Tudo começou a fazer sentido desde então. Eu não precisava me esforçar muito pra entender, acompanhar, fazer. É assim quando se tem paixão por algo.
Hoje estou na Universidade Federal Fluminense, fazendo Relações Internacionais, claro. As ruas do Centro da Cidade são pequenas pra mim. Já conheço de canto a canto como a palma da minha mão e estendi meus horizontes para outra cidade do outro lado da Baía: Niterói. A Marinha e o Brasil são pequenos pra mim. Eu quero o mundo, e não importa o quão difícil esteja sendo eu sei que eu vou tê-lo. Afinal, não foi a toa que fui chamada por alguém que tanto acredita em mim de Cidadã do Le Monde.



 

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